Grupo Águia Branca

Passado, presente e futuro se encontram na mesma história

18/08/2021

Para contar ou falar – um pouco que seja! – a história do Grupo Águia Branca, não há muito como fugir de uma “costura”. Afinal, passado, presente e futuro se entrelaçam de forma consistente e é um tanto complicado falar de cada uma das três fases sem que elas, de certa forma, se misturem um pouco. No ano em que completa sete décadas e meia, a empresa lançou o slogan “75 Anos de Inovação”. Sim, são 75 anos de inovação! Mas também são 75 anos de trabalho, de pioneirismo, de empreendedorismo, de respeito... São pilares, valores, crenças que surgiram em 1946, ano em que os irmãos Vallecio, Wander e Aylmer Chieppe apostaram na pequena empresa de ônibus no município de Colatina, interior do Espírito Santo, e que, desde então, acompanham a trajetória da empresa, hoje um dos maiores grupos empresariais do setor de transportes e logística do País. 

Os 75 anos de uma empresa merecem comemoração – principalmente, quando as estatísticas apontam alto percentual de empresas familiares que desapareceram no mercado após a morte do fundador. E foi pensando nisso que convidamos o presidente do Grupo Águia Branca, Renan Chieppe, para uma matéria especial que passeia pela história do Grupo. Neste bate papo, ele fala de um tudo um pouco – passado, presente e futuro da empresa, segredo do sucesso do Grupo, preparação para novas gerações assumirem o comando, legados da pandemia, os planos do vovô Renan para a neta, Helô, e até uma mensagem para todo o time – que homenageia uma figura especial.

O bate-papo foi tão bacana, tão cheio de nuances e momentos de emoção que virou o GAB Cast, série de podcasts do Grupo Águia Branca.

Então, abaixo você lê a entrevista. Mas se preferir, pode acessar nosso podcast no link https://anchor.fm/grupoaguiabranca/episodes/1--GABCAST--75-anos-do-Grupo-guia-Branca---Renan-Chieppe-e1648sj

Renan, o passado do Grupo, o início da história, foi marcado por trabalho, empreendedorismo e ousadia. O que de mais importante você destacaria nesta longa jornada do Grupo?
RENAN CHIEPPE – Podemos atribuir ao Grupo características marcantes. A questão da inovação é muito verdadeira porque o Grupo sempre analisou as oportunidades e partiu para desenhar, desenvolver negócios, com uma visão muito forte no cliente. Essa é uma característica que está na raiz da empresa. E uma outra característica, que também está na raiz da empresa, eu diria que é o respeito ao cliente, às necessidades do cliente, e ter aquilo como objetivo de grande relevância para a empresa. E uma terceira característica que vem junto é a qualidade do nosso trabalho, dos nossos serviços, dos nossos produtos. O Grupo Águia Branca sempre teve muito prazer em servir e uma preocupação muito grande em ver o cliente satisfeito.  

E no presente, vivido em meios aos grandes desafios da pandemia, o que julga mais importante como realização dessa segunda geração Chieppe na presidência do Grupo, considerando o mandato de Decio, seu antecessor, e o seu mandato?
Independente da crise gerada pela pandemia, a empresa vem num ritmo muito bom, distribuindo seus esforços em frentes bem diversificadas. A empresa vem consolidando um portfólio de negócios em que procuramos agregar valor, por meio de nossas atuações e operações, para o cliente e para a sociedade como um todo, e construir uma marca forte. Essa tem sido uma marca destes últimos tempos, em que temos contado com uma equipe brilhante – me refiro a toda a equipe! – e, juntos, temos construído um Grupo Águia Branca que se destaca. Em todas as áreas que atuamos, o Grupo tem seu lugar e é visto com distinção. Isso me orgulha muito e tenho certeza que não é uma construção só minha e do Decio, mas de toda a direção do Grupo Águia Branca.

Naturalmente, agora é hora de falar do futuro. O que planejam para as próximas décadas?
Nós acabamos de concluir um trabalho que denominamos de Reflexão Estratégica e cujo objetivo era um olhar para a empresa para os próximos cinco anos. Discutimos alternativas e possibilidades, e saímos fazendo definições e escolhas. E ao final, reafirmamos todas as áreas em que atuamos, não há nenhuma área da empresa que será descontinuada, mas começamos também a enxergar nossas possibilidades e consolidar coisas bem novas que havíamos começado, entendendo como ponto de chegada, no ano de 2025, uma empresa mais dinâmica ainda, mais especializada em algumas frentes que o cliente requer, com produtos novos, com forma de atender mais moderna e com destaque para serviços com apoio do digital. Então, vamos continuar fazendo o que já fazíamos antes, bem feito, mas agregando novas forças e novas metodologias de trabalho para continuar encantamento o cliente e o nosso desafio é dobrar o tamanho do Grupo Águia Branca até 2025. Este é o nosso sonho! Estamos detalhando os planos de trabalho, mas isso é algo que só poderemos fazer com empenho de todos e com a mentalidade realmente voltada para o cliente. Essa foi a conclusão do trabalho que fizemos.

As estatísticas mostram um alto percentual de empresas familiares que desapareceram. Qual seria o segredo do sucesso do Grupo Águia Branca, iniciado pelos irmãos Vallecio, Wander e Aylmer Chieppe?
A lição muito forte que eles deixam e que tenho certeza que veio do pai, Carlos Chieppe, é a questão do respeito. Acho que o respeito é a grande força moral do Grupo, que leva as pessoas a serem  dedicadas e corretas, levando a sério o que fazem. O trabalho é uma forma importante de demonstrar respeito. Nós – e não apenas os fundadores, mas todos os que integraram e integram esse esforço, toda a equipe – levamos a empresa muito a sério e a raiz disso é o respeito. Respeito por tudo e por todos. Acho que esta é uma grande força que sempre nos distinguiu e que continua nos movendo em nossos desafios e no nosso dia a dia.

Já existe a preparação de uma terceira geração Chieppe para assumir o comando futuro do Grupo? 
Sim, nossa empresa é de controle familiar, com muitas pessoas da família fazendo parte da gestão, e há muito tempo definimos que essa gestão seria profissional, feita por pessoas da família e do mercado. Pra isso, é importante continuar tendo gente da família bem preparada e bem desenvolvida. Esse mix que temos achamos interessante e eu considero muito importante você ter o acionista olhando a empresa como um projeto de vida. Acho esse formato mais interessante do que você ter o acionista olhando para empresa apenas como um ativo. Procuramos despertar esse interesse nas novas gerações da família, envolvê-las com a nossa cultura, trazê-las para o nosso dia a dia, para a nossa forma de trabalhar, forma de encarar os negócios, obviamente aproveitando tudo de bom que tem os jovens oferecem. Para manter esse mix, desenvolvemos o Programa Trainee, já bem conhecido, mas existem novos esforços. Um dos esforços em andamento é uma consultoria da Cambridge, um programa voltado para jovens da família, que está começando agora e que tem a missão de auxiliar nesse desenvolvimento.

Fale um pouco das etapas de que um membro da família cumpre para trabalhar no Grupo, por meio do Programa Trainee... 
Considero o Programa Trainee uma experiência de sucesso. No início, nós – me refiro à geração da empresa da qual faço parte, junto com Decio (filho de Vallecio Chieppe), Riguel, Kaumer (filhos de Aylmer Chieppe), Patrícia (filha de Nilton Chieppe), Neto e Bruno (filhos de Luiz Wagner Chieppe)  – tivemos um aprendizado... Quando começamos a trabalhar não havia esse programa desenvolvido ainda. E especialmente eu, Decio, Kaumer e Riguel tivemos uma experiência muito próxima a dos fundadores. Nos foram dadas boas oportunidades de escolha, de aprendizado, de desenvolvimento de projetos. Mas conforme as novas gerações foram chegando, vimos a necessidade de estruturar isso. O Programa Trainee veio com esse papel, proporcionar a todos membros da família as mesmas oportunidades que tivemos, com um pouco mais de estrutura. E assim foi feito! O Programa Trainee recebe os membros com uma interlocução profissional e independente, ele tem um sponsor (quem fornece o suporte) e atualmente esse papel cabe ao dr. Ricardo Vaze (diretor de Gestão e Governança), que recebe o jovem da família  de forma profissional e didática, e o encaminha para o programa, que dura cerca de dois anos e é dividido em etapas. A primeira visa dar um conhecimento geral a respeito da empresa. Nos primeiros meses, o trainee visita muitas áreas e faz uma espécie de estágio – em períodos de uma semana, 15 dias ou, no máximo, um mês. Na segunda etapa, ele escolhe uma área para desenvolver um aprendizado mais profundo e focado e é encaminhado a ela, com aprovação do chefe, ficando vinculado àquela liderança por um tempo.  No final do período, ele pode ter interesse em ficar naquela área ou não. Aí, passa a ser uma escolha do trainee com a empresa, em que as duas partes têm direito de escolha. E isso, aliás, é firmado lá no início do processo, através de um contrato assinado pelo jovem, pelo pai e pela empresa. Ao concluir o programa, ele vai se integrar a empresa se ela tiver aquela oportunidade para ele, se tiver interesse naquela atuação profissional. O Programa Trainee tem mostrado, sem exceção, que todos que participaram fizeram bom proveito. Alguns ficaram na empresa, muitos ficaram, outros não ficaram porque não tinham interesse em ficar, preferiram seguir outro caminho, alguns abriram seu próprio negócio, mas o período do programa foi útil pra todos, com certeza!

Voltando à pandemia, um período atípico na história das empresas e do mundo, é possível falar em ensinamentos que serão deixados por este tsunami?
É incrível falar que uma coisa tão ruim como essa pandemia possa deixar algum ensinamento, mas assim é a vida... Como outras fases da humanidade, guerras, catástrofes, deixaram também algum ensinamento. A primeira coisa que eu acho que todos nós aprendemos é que temos uma capacidade enorme de nos superar, tocar a vida e seguir em frente. Acho que essa foi a primeira grande lição. Nós acordamos em algum dia do mês de março de 2020 e descobrimos que o mundo iria passar por um período de grande desafio e eu vi todo mundo seguindo em frente. E eu não estou falando só da Águia Branca, mas da sociedade em geral. Embora essa capacidade tenha se mostrado muito forte no Grupo, todas as nossas lideranças mostraram sua capacidade de enfrentamento, de resiliência, suportaram incômodos e dificuldades. Outro legado da pandemia é a união. Todo mundo se ajudou muito. A solidariedade tem sido uma marca da sociedade. Infelizmente, alguns tiraram proveito desse período para polemizar, principalmente na política. Acho isso uma coisa muito negativa. Mas a sociedade como um todo deu as mãos e se ajudou. E um terceiro aprendizado... Numa hora de grande crise, algumas coisas se mostram menos eficazes e outras se mostram mais eficazes. Sempre disse que numa empresa, quando vem a crise você vai ver o que é e o que não é útil. Processos, formas de agir, questões em geral da gestão... Na crise vamos saber o que é útil e o que é perda de tempo. Essa objetividade, essa praticidade de lidar com as coisas com uma visão de resultado, do que agrega valor, eu listaria como um terceiro item.

Sua filha Gabriela atua no Grupo, na área jurídica. E agora você tem uma neta, a Helô. Você a imagina atuando no Grupo, naquele cenário de construção de uma nova e rica história do Grupo Águia Branca por mais 75 anos?
Ah, não... Com a Heloísa é só chamego por enquanto... Não tenho nenhum pensamento desse tipo pra ela. Eu quero isso pra Gabriela, minha filha mais velha, e para a Jéssica, As minhas duas filhas estão na empresa e vejo grande futuro para as duas, são duas jovens muito bem criadas, muito bem preparadas, que estão fazendo sua caminhada, e eu tenho muita expectativa de que elas possam perpetuar nosso esforço. Com a Heloísa é só carinho. Mas quando a gente vê uma criança, vemos também suas características, qualidades, e você começa a estimular algumas questões que torce para que ela desenvolva. Então, espero que a Helô seja uma jovem integrada, antenada, ligada. Na empresa ou não – e se puder ser na empresa, melhor! –, quero construir com ela o que consegui construir com minhas filhas. Eu sempre procurei desenvolver nelas um pensamento como mulher, de uma pessoa que tem que ter uma preocupação profissional também,  que tem que ter dedicação a algum projeto e assim eu espero para a minha neta e para todos os jovens e crianças de hoje em dia, que é em quem temos que apostar! Eles são o nosso futuro, o futuro da empresa e da sociedade.  

Pra finalizar, Renan, que mensagem você deixaria hoje para os cerca de 14 mil colaboradores do Grupo?
Eu quero deixar um forte abraço para todos, eu sou um admirador do nosso time, acho que nosso time é o motivo do nosso sucesso, da nossa marca, do nosso nome. E eu quero fazer uma homenagem a uma pessoa, afinal nós estamos falando dos nossos 75 anos... Então, eu gostaria de, em nome dos fundadores e de toda a empresa – Valeccio já se despediu de nós, meu pai está com 89 anos e não está mais no dia a dia da empresa –, homenagear o Aylmer. Seu Aylmer sempre falou de forma muito franca e muito simples sobre o que ele pensa, sobre a forma como encara a empresa e os negócios. Ele tem várias frases e não vou roubar as frases dele. Mas tem uma coisa que ele sempre conta pra gente e diz assim: ‘No início, quando a gente começou, não tínhamos ideia que iríamos criar o Grupo Águia Branca. Nós éramos uma família, irmãos, jovens, que queriam trabalhar, porque nós precisávamos sustentar nossas famílias. E por diversos caminhos, por diversos motivos chegou até aqui.’ Mas essa mesma simplicidade com a qual ele fala traz no fundo uma tenacidade, uma dedicação, um amor pela empresa muito grande. O Aylmer, com 85 anos, é o presidente do Conselho de Acionistas do Grupo Águia Branca, se reúne conosco todos os meses, com uma lucidez e uma clareza da importância da empresa, e a forma como conversa e passa suas experiências é muito marcante. Em que pese eles terem começado tudo isso de uma forma muito simples e com muito trabalho, mas quanto você o vê até hoje em ação entende o quanto a geração deles – os fundadores Vallecio, Wander e Aylmer – levou isso a sério. Então, eu quero homenagear o Aylmer pelos 75 anos do Grupo Águia e esta é uma forma de homenagear todo espírito de trabalho, toda equipe, que é o que nos trouxe até aqui!

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